“Trinco”. A denominação pode ter vindo a cair em desuso, porém continua a ser aquela que melhor define o jogador que ocupa o espaço entre o sector defensivo e a linha intermédia. O vértice mais recuado do meio-campo e o pronto-socorro dos centrais. Pode ser apenas um, mas também podem ser dois. Capello ou Ancelotti são defensores de dois trincos, considerando-os de peças fulcrais para a composição de um mais renovado catennacio.
Capello ensaiou um duplo-pivot no Real Madrid, recorrendo à dupla Diarra-Emerson. Ancelotti, no Milan campeão europeu, usa frequentemente, na sua táctica “árvore de natal” (4-2-2-1-1), uma dupla de “trincos”, Pirlo-Ambrosini.
Outros treinadores gostam de usar um único “trinco” bem definido no terreno – o tal vértice mais recuado do meio-campo –, usando um sistema de 4-1-2-3, assim fazem, por exemplo, Scolari e Jesualdo. Veloso na Selecção e Assunção no Porto são as peças. O mesmo fizera Mourinho, com Costinha, no Porto, e, com Makelele, no Chelsea.
Depois, há ainda o “trinco” no badalado “losango” ou 4-1-2-1-2. Paulo Bento, com Miguel Veloso, no Sporting; ou Klinsmann, com Torsten Frings, na Alemanha do Mundial 2006 – Schneider, Schweinsteiger e Ballack completavam o quarteto –, são exemplos.

Outubro 18, 2007 ás 4:40 pm
Isso de ser fan do Pirlo…