
Chama-se Márcio Ivanildo Da Silva mas é na simplicidade da alcunha de “Marcinho” que melhor se define a si e ao seu futebol. Há quase quatro épocas atrás, Marcinho trocou a estabilidade de uma época segura ao serviço do Santos de Léo, Diego e Robinho, pela aventura europeia que todos os sul-americanos almejam.
O seu toque de bola não engana. A graciosidade e leveza na posse do esférico, denunciam a qualidade do pé direito do brasileiro. Tendo como ponto de referência o centro do terreno, Marcinho aleatoriamente “desliza” pelas faixas “pintando-as” com “lampejos de classe”, ora na esquerda flectindo para o meio, usando e abusando da sua meia distancia, ora na direita assistindo os avançados com a precisão de quem nasceu com a bola debaixo do pé. Descarado no confronto directo, Marcinho recria-se com a bola nas “barbas” do oponente, fitando-o com uma tranquilidade desconcertante.
No onze tipo de Sebastião Lazaroni, Marcinho actua “entre linhas”, camuflando a sua falta de agressividade sem bola, enfatizando ao mesmo tempo a criatividade inata que possui, potencializando-a na explanação de jogo verde-rubro. Um das razões para não questionarmos a paixão pelo futebol. Uma das referencias da nossa liga.
Publicado por Eduardo Gonçalves 
Publicado por Eduardo Gonçalves 
Publicado por Stéphane Pires 