De perfeito desconhecido a revelação da Liga Sagres foi um passo. Treze jornadas depois, Anderson Miguel da Silva – Nenê, na praça futebolística - parece já ter ascendido ao patamar de ‘confirmação’, assumindo-se como um dos mais letais avançados no primeiro escalão do futebol nacional. Na Liga, ao serviço do Nacional da Madeira, o brasileiro, oriundo do Ipatinga, já apontou sete golos, tendo participado em 12 dos 13 jogos já disputados – esteve ausente na última jornada, onde os madeirenses perderam com o Porto, por 4-2, na Choupana.
Detentor da vice-liderança na tabela dos melhores marcadores do campeonato nacional, Nenê assume-se como um dos grandes favoritos à conquista da Bola de Prata. Atendendo à lesão prolongada do ’artilheiro-líder’ William – o avançado do Paços de Ferreira, que contabiliza oito golos, enfrenta uma paragem de meses – o goleador do Nacional terá de bater-se com os consagrados Wesley, Meyong, Liedson, Cardozo ou Lisandro. Mas, pelo que já mostrou neste primeiro terço da liga, acredito que Nenê poderá levantar o galardão.
Recorro aos seus dois golos na vitória do Nacional, por 4-2, sobre o Belenenses, na 11.ª jornada, e solidifico a minha profecia. Nesse jogo, Nenê demonstrou atributos que compõem o avançado moderno. Em resposta a um livre de Juninho, o goleador salta ensanduichado entre dois defesas azuis e com um primoroso gesto técnico cabeceia a bola por cima do guardião Júlio César. Qual cabeceador exímio… Está feito o primeiro tento da partida. Pouco depois, Nenê larga o céu e desce à terra. Descola na asa direita do ataque nacionalista, ainda longe da grande-área, e de passada larga, postura elegante, tipo velocista, galga terreno até à descarga final da pólvora seca. Fez-me lembrar Claudio López, na Lázio de Roma…há uns anos.
Mas, mais surpreendido fiquei, quando, ontem, vi Nenê marcar um potente golo num livre directo, que deu o empate frente à Académica de Coimbra, num jogo a contar para a primeira jornada do Grupo A da Taça da Liga. Afinal, o homem também marca de bola parada! Um verdadeiro achado! Não deixem que ele volte para o Brasil.
Publicado por Stéphane Pires
Daúto Faquirá vive dias conturbados em Setúbal. O Vitória ocupa o 14ºposto, a um ponto da zona de despromoção e o conjunto vitoriano tarda em encontrar-se. O seu 4-2-3-1 não tem correspondido às exigências, a equipa nunca ganhou fora de portas e em casa já avolumou quanto derrotas em sete partidas. No ataque o saldo é revelador. Sete golos em treze encontros. Mora em Setúbal a equipa menos concretizadora da Liga Portuguesa.
Publicado por Eduardo Gonçalves