Conciliar Petit, Binya e Katsouranis

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Com as recuperações físicas de Diogo Luiz e Petit e os consequentes regressos à equipa base do Benfica, novas interrogações se colocam no esquema táctico de Camacho. Diogo Luiz, depois de exibição segura frente à Académica, parece ter ganho um lugar ao lado de Luisão no eixo defensivo. Desta forma, Katsouranis volta ao seu habitat natural, surgindo como médio-centro no xadrez encarnado. Também Petit, após ganhar algum ritmo competitivo na última meia hora que jogou em Coimbra, deverá aparecer no meio-campo benfiquista, ocupando a vaga aberta por Binya (castigado pela UEFA com seis jogos), já no embate da próxima quarta-feira com o Milan.

Estando em boas condições físicas, Petit e Katsouranis têm lugar cativo no onze de Camacho. E Binya? O desconhecido camarônes tem vindo a emergir no futebol do Benfica, tornando-se no baluarte da luta no centro do terreno. Forte na recuperação de bola e na ocupação de espaços entre a linha defensiva e intermédia, dotado de um impressionante porte físico, Binya é a muralha vermelha. Poderá também ser apelidado de “rocha”, numa réplica do francês Desaily do Milan dos anos 90. Nos tempos que correm, Binya terá, talvez, em Obi Mikel do Chelsea a sua referência estilística. Falta-lhe melhorar a qualidade de passe – medíocre para um jogador com tantas outras potencialidades -, ganhar a acutilância necessária para fazer as transições defesa-ataque que se impõem à sua condição física e atentar ao timing de entrada ao adversário. Segurar a impetuosidade, sem deixar de ser ríspido.

Posto isto, como irá Camacho resolver este enigma, no clássico do próximo sábado contra o Porto? Será que Petit, Binya e Katsouranis cabem na mesma equipa? Talvez dependa do adversário. Se Binya não estivesse castigado pela UEFA, nada melhor que o poderoso Milan – equipa que expõe um meio-campo preenchido com quatro a cinco unidades – para o técnico espanhol ensaiar um meio-campo de combate,  pontificando o português, o camaronês e o grego, juntando-se a eles o registra Rui Costa. Formar-se-ia então um losango, onde Petit seria o vértice mais recuado, Binya e Katsou surgiriam como médios interiores, jogando Rui Costa como playmacker. Um meio-campo robusto para ombrear com o provável esquema táctico “árvore de natal” que Ancelotti deverá apresentar na Luz.  Pirlo e Ambrosini no duplo pivot, Gatuso e Seedorf como interiores, com Kaka a jogar solto, como “vagabundo”. Algo que Rodriguez poderia fazer na equipa do Benfica, surgindo em apoio directo ao ponta-de-lança Cardozo, aparecendo com frequência na “zona de tiro”. Isto, se Camacho tivesse o bom senso de não colocar Nuno Gomes a titular, muito menos como único avançado.

Petit, Katsouranis e Binya juntos no meio-campo poderiam ser a fórmula adequada para o Benfica encaixar no Milan, evitando a tão decisiva superioridade numérica na zona intermediária, onde muitas vezes se decidem os jogos. Sendo o campeão europeu pródigo nisso. Seria uma interessante batalha táctica e um belo teste para um novo desenho táctico.

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One Response to Conciliar Petit, Binya e Katsouranis

  1. lucy silva diz:

    olá então tudo bem?sou eu a tua fã mandei-te o comentario e gostava de saber de recebeste.vá lá responde preciso muito de saber se estás ai feliz na alemanhã.responde por favor. 🙂 é verdade sou de ermesinde.

    beijinhos lucy

    p.s.-envia para este e-mail porque e da minha filha.

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