Alexis Sánchez, o rosto da nova geração chilena

Dezembro 5, 2007

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  A representação máxima da nova vaga de talento chilenos. Alexis Sánchez, 19 anos da mais pura “casta” de irreverência sul-americana. Provavelmente o maior destaque das selecções nacionais de base, do Chile, nos últimos 10 anos.

Actuando lá na frente, “vagabundo”, no apoio ao ponta de lança, ou lançando o caos pelas faixas, El Niño Maravilla, apelido que conquistou ao serviço do Cobreloa, primeiro clube como sénior no seu pais, é daqueles casos que agrada à vista precocemente, na primeira impressão com o esférico. Incisivo na abordagem a cada lance, ataca o adversário com as ganas de quem se sente capaz de decidir. A estética do seu futebol acolhe o sorriso da bancada, fideliza a submissão do torcedor às suas investidas arrebatadoras, mesmo que por vezes os seus limites ultrapassem o porque do jogo, os seus objectivos triviais.

Após passagem bem sucedia pelo Colo-Colo, a Udinese de Itália, atenta aos valores emergentes sul-americanos, arrebata o pequeno tesouro chileno, procurando domestica-lo para as exigências físicas e tácticas do Calcio. Trata-se de um míudo de futebol ainda imaturo é certo, porém, o ADN do seu jogo é claramente uno, mas à semelhança de Di Maria (por exemplo), ainda terá forçosamente que melhorar em aspectos básicos do jogo europeu. Não basta ser bom de bola, ter nascido com “click” para a coisa. É preciso moldar as qualidades, suprimir os défices, sentir o peso da responsabilidade. Defender bem, resistir ao choque, ser agressivo sem bola, mostrar ao adversário que se é tão bom na posse como na procura.

Talvez por essa razão a Udinese tenha decidido empresta-lo ao River Plate. É sempre uma prova de fogo jogar num crónico candidato ao título argentino. E pressão, senti-la-á a cada segundo que respire dentro de campo. Por outro lado, não sei se não seria mais sensato vê-lo actuar em equipas de dimensão reduzida no campeonato italiano, liderando as hostes, ganhando maturidade, carregando o jogo ofensivo da equipa, sofrendo na pele, o desassossego dos contrários. Só espero que não se perca na imensidão do seu futebol, e que o regresso à Europa esteja para breve. Ainda tem 19 anos, mas no futebol não há grande tempo, o amanhã é hoje. Ou se agarra a oportunidade ou morre-se eternamente na saudade. A escolha está nos pés de Sánchez.

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Micah Richards – Protótipo do futebol moderno

Novembro 12, 2007

Richards é já uma certeza da selecção inglesa

Chama-se Micah Richards, tem 19 anos e é neste momento seguramente um dos maiores activos do Manchester City de Sven-Goran Ericksson.

Altura, robustez e velocidade são os aliados imprescindíveis do futebol do lateral direito, formado nas escolas do clube. Ver o nº2 do City em acção é um regalo para a vista. A sua imponência física destaca-se dos demais companheiros, o corredor direito da equipa torna-se pequeno para o ritmo frenético das suas autenticas “cavalgadas” rumo ao último terço do terreno. Poder-se-ia pensar que com 19 anos apenas ainda não se tem estatuto e mestria para liderar uma equipa. Pois bem, as teorias do futebol escapam-se-nos por entre as mãos quando se deparam com um dos mais novatos atletas da selecção Inglesa AA. Leu bem. O jovem de Birmingham iludiu a critica e é já uma certeza nas convocatórias de Steve McClaren.

A sua cultura futebolística torna-o mais que um excelente lateral moderno. Micah Richards tanto pode actuar no centro da defesa, como no vértice mais recuado do meio campo, mas é na lateral que se sente como “peixe na água”.  O seu futebol intenso, disputado a ritmo alucinante esgotam os seus opositores de flanco, afinal de contas, Richards é mais que um jogador de alta competição, é um protótipo a roçar a perfeição do atleta modelo do século XXI, onde o físico se sobrepõe à técnica, a velocidade à temporização. Ainda tem muito por aprender, e corre o risco natural de se perder nas escolhas que fará a curto prazo, quando a camisola do Man. City não puder estrangular mais o seu talento. Mas se continuar a evoluir como até então, teremos brevemente mais uma certeza. Richards será um dos melhores executantes na sua posição. Um caso que lhe proponho seguir com todo o interesse.